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2010-11-04
Crítica Semanal - Sin City (2005)
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2010-10-27
Crítica Semanal - [REC] (2007)
O terror espanhol [REC]
(2007), dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza, utiliza de elementos
consagrados no gênero do terror, mas com um toque extremo de inovação.Comparações podem ser feitas com A Bruxa de Blair, por darem a mesma
abordagem realista ao filme com o uso inquieto da câmera em primeira
pessoa.
A frente da câmera está Ângela
Vidal (Manoela Velasco), que é uma apresentadora e seu câmera, Pablo (Pablo Rosso, diretor de fotografia
do filme), estão produzindo uma matéria junto ao corpo de bombeiros, que recebem um chamado em um prédio onde gritos são escutados. Dada a ordem por Ângela de "Não pare de Gravar!", as
investigações começam e não demora muito para o terror se instalar entre
moradores, polícia e bombeiros e toda a correria, gritaria e sangue
explícito. Logo o prédio é selado do
lado de fora por agentes sanitários, e ninguém pode sair! Ângela percebe
então que tem uma grande matéria em mãos: a negligência das autoridades
que não dão nenhuma explicação do que esta acontecendo, e o horror
capturado em fita.
O filme acha uma explicação
não muito plausível para tudo que está acontecendo, mas o espectador
pode não dar muita importância para isso, pois só quer que todo o
desespero acabe logo. [REC] consegue se firmar no
que se propõe, além de um terror visual, o filme consegue se consagrar
como um filme de terror psicológico, capaz causar aflição em todas as
platéias.
Com uma continuação espanhola feita e um remake hollywoodyano produzido chamado "Quarentena", esse filme fica na minha lista de melhores filmes de terror dos últimos anos.
Nota: 9,0
2010-10-20
Crítica Semanal - A Òrfã (2009)
Poucas vezes conseguimos ser surpreendidos com boas e interessantes obras de suspense nos cinemas.O que faz mesmo valer o filme é a bela interpretação da jovem Isabelle Fuhrman, que consegue gerar momentos bastante tensos.
A trama segue a história de um casal que possui dois filhos (uma menina surda e um garoto) e que, após perder em um aborto o que seria a terceira da prole, decide adotar uma criança um pouco mais velha. Chegando num orfanato a escolhida é uma jovem russa de 9 anos chamada Esther. Aparentemente muito inteligente e perspicaz para sua idade, conforme a história avança vamos conhecendo um lado bastante pertubador que Esther escondia.
A jovem atriz Isabelle Fuhrman dá mesmo um show de interpretação. Incrivelmente sádica, violenta e assustadora (tá bom, nem tanto), é ela quem realmente rouba a cena. As outras atuações estão num nível que não comprometem o entretenimento. O grande problema mesmo acaba ficando por conta de algumas previsibilidades ou uso de elementos que já estão manjados e saturados em obras deste gênero.
Ainda que chegando ao final a trama queira dar uma “virada” com uma explicação ‘fora do comum’, digamos assim, posso dizer que “A Orfã” é um filme razoavelmente bom. Fica somente aquela sensação de que a história poderia ser melhor aproveitada se fugisse um pouco de tantos comodismos.
Nota: 5,0
2010-10-13
Crítica Semanal - 2012 (2009)
O filme começa ainda em 2009, quando um cientista indiano (Jimy Mistry) descobre que alterações nas explosões solares esquentariam o núcleo do planeta, provocando uma série de catástrofes naturais. O governo norte-americano logo toma conhecimento do fato, através do geólogo Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor), e parte para medidas que evitem que a humanidade seja extinta. Já em 2012, entra em cena o escritor fracassado Jackson Curtis (John Cusack), em viagem com os filhos. Quando acampa em um local que lhe traz recordações de seu extinto casamento com Kate (Amanda Peet), este entra em contato com o paranóico Charlie Frost (Woody Harrelson), que lhe conta suas teorias do fim do mundo. Curtis não dá créditos ao doidão até que passa a sofrer na pele os primeiros sinais do fim do planeta.
E, como não poderia deixar de ser, 2012 ainda traz uma carga enorme de sentimentalismo barato, discursos humanistas e soluções chocantes para sensibilizar o espectador. A sorte é que nem Bruce Willis nem Ben Affleck estão no filme!
Nota: 2,0
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2010-10-06
Crítica Semanal - Donnie Darko (2001)
Com um orçamento de filme independente (US$ 4 milhões), Richard Kelly reuniu um ótimo elenco, com destaque para o protagonista Jake Gyllenhaal. A história mostra o personagem de Gyllenhaal, um menino esquizofrênico que conversava com Frank, seu amigo imaginário que, na verdade, era um coelho gigante de 1,80 m.
De certo modo essa é a trama mas olhando mais perto, porém, o que se vê é um filme dramático, mas também engraçado, que ao mesmo tempo fala de viagem no tempo e de Deus. Ouvidos a postos, a trilha sonora inclui clássicos dos anos 80, como Echo & the bunnymen (The Killing Moon), Tears for fears (Head over heels), Duran Duran (Notorious), Joy Division (Love will tear us apart), The Church (Under the milk way), além do sensacional cover de Mad World, do Tears for fears, por Gary Jules mas se você não gosta dessas músicas, só lamento, pois elas aparecem derrepente e em horas inapropriadas.
Donnie Darko é um filme para se assistir mais de uma vez e, de preferência, com vários amigos(as). Isso porque ele é complexo a ponto de incitar longas discussões e possui ótimos diálogos, que renderão gargalhadas coletivas (fato). É como se aqueles filmes de terror de antigamente ganhassem pitadas de De Volta para o Futuro, roubassem umas referências dos livros de Stephen King e tivessem a sagacidade das discussões de Seinfeld.
Nota :7,5
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2010-09-29
Crítica Semanal - O Labirinto do Fauno (2006)
O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, 2006) é com certeza um dos melhores filmes do ano de 2006. O cineasta Guillermo Del Toro apresenta uma fábula sombria recheada de metáforas e alegorias. Além de ser puro entretenimento, o longa também é uma ótima refeição mental para os cinéfilos e amantes da literatura fantástica. É fácil encontrar referências a filmes como O Iluminado, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, O Mágico de Oz, Hellboy (do próprio Del Toro) e livros como Alice no País das Maravilhas e as fábulas de Hans Christian Andersen e dos Irmãos Grimm.
Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para uma região ao norte de Navarra com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil), que acaba de se casar com um oficial fascista (Sergi López) que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo conseqüências para todos à sua volta.
O elemento humano por trás dos comentários e mensagens de Del Toro reforçam ainda mais suas idéias. Todo o elenco está excelente. Mas quem chama a atenção é Sergi Lopez. Impossível desviar o olhar da tela quando ele aparece. Ele cria um vilão completamente odiável e se torna o ser mais asqueroso e repugnante, mesmo rodeado pelas criaturas mais estranhas possível. Enfim, é um ótimo blockbuster para se assistir em dias chuvosos ou até mesmo quando estiver estressado e querer sair um pouco da realidade.
Nota: 9
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2010-09-22
Crítica Semanal - Exorcista: O início (2004)
A premissa era genial: mostrar o passado do Padre Lancaster Merrin (Stellan Skarsgård), antes dele se tornar um exorcista, algo que foi bastante comentado no filme de 1973 (quando o personagem foi interpretado por Max von Sydow).
Apesar de toda a força da história, o resultado é medíocre. Em Exorcista: O início, o que conta são os sustos fáceis, os gritos e a sofrível computação gráfica. Que saudade do boneco de cabeça giratória!
Claro que nem tudo é imprestável no filme. O competente Skarsgård se esforça como Merrin, mas é totalmente apagado pela ruindade da encarnação do demônio nas cenas derradeiras. A maquiagem da criatura é evidente, malfeita e os cortes para o boneco 3D são tão gritantes e desnecessários que sugam toda a qualidade da atuação do ator. O que realmente salva é o lendário fotógrafo romano Vittorio Storaro que garante ao filme suas únicas qualidades reais - a paleta de cores e a iluminação. O restante, nem um pacto com o demônio salvaria.
Nota: 4
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2010-09-18
Crítica Semanal - A Vila (2004)
Além do ótimo elenco, Shyamalan soube reunir também uma excelente equipe técnica, que cuidou para que figurino e cenário remontassem à perfeição um pequeno vilarejo do século retrasado. Cada detalhe é meticulosamente pensado para que o espectador não perca o foco. Um bom exemplo é a inexistência de cavalos entre os animais, o que ajuda a "vende a idéia" de que os habitantes da vila não têm a menor intenção de sair dali.
E a fotografia de Roger Deakins (Uma mente brilhante, O Homem que não estava lá), junto à trilha sonora criada por James Newton Howard (Colateral, Peter Pan) embalam e criam o clima perfeito para o suspense, drama e (acredite) romance do filme. Enfim, é um filme que pode te surpreender de uma hora pra outra, a não ser que você mate a charada antes da hora, dai o filme ficará pouco envolvente e os motivos pouco convincentes.
Nota:7
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2010-09-08
Crítica Semanal - Bastardos Inglórios (2009)
A história começa na França ocupada pelos nazistas, onde Shosanna Dreyfus testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa. Após uma introdução brilhante com uma intensa conversa entre os personagens de Denis Menochet e Waltz, a jovem consegue escapar e foge para Paris, onde cria uma nova identidade como dona de cinema. Enquanto isso, também na Europa, o tenente Aldo Raine inferniza ao lado de seu grupo de soldados judeus os nazistas. Conhecido por seus inimigos como Os Bastardos, o esquadrão de Raine se junta à atriz alemã e agente infiltrada Bridget Von Hammersmark em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. E os destinos convergem para o cinema onde Shosanna está planejando a sua própria vingança. Na minha opnião esse filme é bom pelo simples fato de ter o toque de Tarantino e a atuação de Christoph Waltz que é o antagonista, no caso o coronel nazista, e aconteceu exatamente o que aconteceu no Batman - Cavaleiro das Trevas, o Coringa rouba a cena e se torna o destaque do filme. Recomendo esse filme para quem gosta do estilo Tarantino, guerras ou para quem procura um bom filme mesmo.
Nota: 8
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